domingo, abril 04, 2010
É Páscoa!
segunda-feira, março 29, 2010
Eleitora ou candidata?
Esperei dois anos o desenrolar do caso da menina Isabela. Passava as minhas tardes intrigada. Questionava-me: se não foi nem o pai e nem a madrasta, quem teria sido? Haveria uma terceira pessoa? Partia para o lado espiritual das minhas suposições: será que foi um espírito? Um Gasparzinho as avessas? As minhas divagações e minhas contradições me ninavam. Até que numa passagem de tempo, chegou a semana do julgamento e o Brasil inteiro se comoveu em reviver aquela história. Pessoas de todas as partes do país foram ao Forúm de Santana, em São Paulo, acompanhar cada passo do julgamento. Quem não pôde ir, acompanhou pela internet ou pela televisão, foi o caso da minha Tia Vivi. Eu a chamava para brincar, mas ela estava muito ocupada com o julgamento. Na noite de sexta-feira, ficamos aqui, todos reunidos aguardando a sentença. Uma noite de pizza, uma noite de festa, uma noite de justiça mais ou menos feita. E a noite foi dele: Cembranelli, o promotor do caso – aquele do olhinho. Minha tia não ficou toda satisfeita. Achou pouco. Eu concordo. Acompanhamos a coletiva com o promotor. Quando tudo acabou, minha tia me pegou no colo – como naquela cena do Rei Leão, que o Leão pai apresenta o reino para o pequeno Simba e falou que ia tirar o meu título de eleitor.
- Vamos Lilynha, você é inteligente. Vai saber fazer. A Titia te ensina. Para presidente, o Cembraneli. Para governador, o Huck. Para deputado estadual, o Nescau. Para deputado federal, pode ser o Biscrok. Para senador…
Será que o Floc poderia concorrer a algum cargo? Pergunto-me onde ficaria a tecla para anular tudo isso… Pensando bem, com tanta injustiça cheguei a uma conclusão, vou me candidatar à presidência. Os meus concorrentes são fracos, o vampiro anemico, a mulher-guerra, a Marina até que é boa, mas não tem simpatia, então, quem melhor que eu para assumir o cargo? Já até pensei na minha campanha. O Floc vai ser o meu assessor. Vamos viajar o país distribuindo biscrok e bolinhas..
quarta-feira, março 17, 2010
Lilynhaaaa
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Saudade dói... Volte logo, mamãe!




Mamãe está estranha. Calada e eufórica. Andando pela casa, parece que vai fazer buraco no chão. E, de repente, amoada na cama, com os olhos fundos, chorando calada.
- O que se passa, mamãe?, pergunto.
Ela não responde, as lágrimas teimam em rolar rosto abaixo... Chego mais perto. Focinho mamãe, dou umas lambidas na mão. Ela me olha. Olhos vermelhos. Abre os braços, me aconchego e ela me abraça e chora como criança. Faz um cafuné gostoso em mim. Disfarça a tristeza. Mas eu sei tudo que está acontecendo. Mais uma vez, de repente, ela se enche de energia, brinca comigo, me coloca no colo, faz carinho... Sobe escada, desce escada, abre armário, tira mil peças de roupas e pega a mala. :(
Iria ver papai? Não, papai estava fora dos planos. Acho que para sempre na vida de mamãe. Ela estava armando algo maior. Não sabia bem o que era aquilo tudo. Discretamente, subi no sofá e logo depois me aninhei na pilha de pijamas.
Hora de dormir! Descemos a escada. Desconfiava dos planos de mamãe. Aproveitei a noite para dormir o mais colada possível nela. Pela manhã, a acordei do meu jeito Lily de ser, caminhando sobre ela, dando lambidas na mão e o famoso olho-no-olho. Acordamos e mais agitação pela casa. Deitei no meio do caminho. E, ela passava por cima de mim. Afobada. E, eu lá, no meio do caminho. Zippp, a mala fechou. A Fátima se encarregou de colocar no carro. E, mamãe, saiu assim, a francesa, sem se despedir de mim. Sem saber quando volta. Sem nada. De repente, eu e Floc ficamos orfãos. Nós e vovó. Vovó e nós. E, é claro, o BBB.
Fico rodeando os pés de minha avó, buscando alguma pista do paradeiro de mamãe. Voltaria logo? Demoraria mais quanto tempo? A cada dia que passava, minha expectativa diminuia. Fechava os olhos, dormia, sonhava com ela falando que ela estaria sempre comigo. Ela coçava a minha barriga. E no meio do noite, acordava, latindo para espantar energias negativas.
O telefone do vovó toca, do outro lado, era mamãe, falando que tinha chegado bem ao seu destino. Ela perguntava por mim. Ela sentia a minha falta. Perguntava pelo Floc também. Eu e ele, unidos mais do que nunca, estávamos a espera de mamãe. Rezando para ela voltasse logo. Mamãe, se estiver me lendo, saiba que eu te amo muito! Volte logo!
Notas da mamãe: Lily e Floc, se vocês soubessem como vocês me fazem falta! O coração fica apertado aqui.
domingo, janeiro 17, 2010
PROTESTO!

sexta-feira, janeiro 15, 2010
Ressalvas
O voo de Pedrinho
O sol já se despedia. Pedrinho pulava de galho em galho, fazendo um reconhecimento do terreno. Não sei se procurava por comida ou por um abrigo, não sei se estava perdido ou se estava ali por brincadeira. Onde estaria seu bando?
Parecia estar se divertindo naquele arbusto-labirinto de galhos secos e retorcidos. Esbanjava simpatia. Tanta simpatia atraiu os olhares de Tobias, (o gato forasteiro). Tobias sentou-se em posição privilegiada e olhava atentamente ao balé do pequeno alado, fazendo movimentos sinuosos com o rabo, como quem aplaudisse.
Não, se Pedrinho tivesse que brincar com alguém, seria comigo e não com ele. Eu o vi primeiro. Tobias chegou mais perto, mais perto, mais perto e de repente deu um bote. Jogou Pedrinho no chão.Que brincadeira mais bruta, pensei. Corri para acudir meu mais novo amigo. Quem Tobias pensa que é?
Corri, parti para cima do gato forasteiro, rolamos como naquelas cenas de desenho animado, que sai aquela fumaça. Depois de joga-lo no chão, me pus rapidamente em posição de "quem manda aqui sou eu"... Empinei-me toda e enfurecida dei umas boas latidas, mandando-o embora e ameaçando-o de risco de vida. Fui acudir Pedrinho, virei-me e quando vi, ele já não estava mais lá. Olhei para o céu, ele já tinha alçado voo e sumia no horizonte.
Para onde iria? Sobreviveria? Tão pequeno e indefeso. Onde estaria sua mãe? Onde dormiria? O que comeria? Onde estaria ele agora? Voltaria amanhã?
