terça-feira, setembro 15, 2009

Lily Cultura

Mamãe descobriu os Audiobooks ou quem preferir Áudiolivro. As palavras sairam do livro e foram parar num CD. A história virou música. Nessa nova aventura conheci a ilustríssima Clarice Lispector (se mamãe é fã, eu também sou), uma ucrâniana, naturalizada brasileira, que veio dar brilho à nossa literatura.
Ah, Macabéa, você me dá nos nervos. Eu sou mais esperta do que você, sabia!? Você é burra, insossa, um nada! Mas, ao mesmo, tempo, consegue ser tudo! Essa sua ambiguidade me incomoda! Acho que depois farei uma tese sobre você, descobrirei não só a hora; mas o minutos e segundos da "A hora da Estrela"! Vou "reouvir"*, os discos e fazer um estudo! (*Sim, sou neologista, agora! Não aceito críticas! Não existe reler? Pois então criei uma palavra para o mundo do som).
Depois, mamãe resolveu ouvir uma velha chata, a tal da Lya Luft. Talvez eu esteja exagerando quando a chamo de chata, o adjetivo correto seria insuportável. Ela não deve entender nada sobre fuçar o jardim, latir a esmo, abanar o rabo ou vibrar com o pote de torrada. Não posso negar que aprendi alguma coisa com a Sra. Luft: a partir de hoje não darei mais perdão a ninguém, apenas anistia. Concordei quando ela falou que perdão tinha um sentido muito religioso.
Recentemente, terminamos "O Vendedor de Sonhos", do Augusto Cury. Muito bom! Se fosse graduar por patinhas, ele ganharia cinco! O Augusto, íntimo meu, coloca umas frases pequenas, mas cheios de significados que nos faz pensar. Por exemplo: A crítica fere, o preconceito aniquila! Uma bela frase de efeito, que eu guardei para dividir aqui com vocês. Nas minhas tardes na varanda, fiquei pensando nesse livro e o que eu seria naquele contexto: Uma vendedora de sonhos? Uma seguidora? Não sei, minha imaginação ainda não infartou, sigo ainda grávida de idéias. Se eu fosse uma vendedora de sonhos, alguém além do Floc me seguiria?

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